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segunda-feira, 20 de junho de 2011

FILMANDO EM SANTO ANTÃO

Uma aventura 'gostosa'no majestoso vale do Paúl

Uma aventura cansativa mas agradável, uma jornada de 12 horas seguidas de trabalho. Trata-se do inicio da produção de um guião/roteiro de um documentário do director Estevão Filimão, o qual tive a honra de ser o produtor local. Um projecto que ainda anda...virá mais...por enquanto ficam as fotografias do making off. A equipa é formada por ex-alunos do curso de especialização em cinema, do M_EIA, Escola Internacional de Artes, de Mindelo.
















OL

terça-feira, 14 de junho de 2011

OLHARES ÍNTIMOS

                                                                                                   Memórias de Baco I

                                                                                         Memórias de BacoII

                                                                                                 Memórias de BacoIII

                                                                                                        Rosa de Adónis

                                                                                                    O lar dos homens I

                                                                                                   O lar dos homens II


                                                                                                   A síntese da Alma I

 



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Veredas da Arte

Olhares íntimos

...actualmente quando vou à Santo Antão passeio pelas montanhas e veredas em jeito de refúgio e de regeneração. Por vezes, resgato memórias e impressões, um pouco nostálgicas, inscritas em mim e na familiaridade das paisagens. Memórias de uma infância e juventude felizes e vividas em liberdade e  comunhão com a natureza...
...o latido distante de um cão, o cumprimento ao longe de duas mulheres, o berro breve de um cabrito, o som opaco de uma enxada em luta com a terra ressequida, o rugido monótono de um motor, a água caindo algures, o voo breve de um insecto, a imprevisível brisa nas folhas do canavial podem ser o pano de fundo de uma introspecção quase imperceptível, uma espécie de vivência onírica...de repente o olhar encontra-se com cores e contrastes. Demora-se...retiro do bolso do short a maquineta do "tipo apontar e disparar" que agora substitui a velha Pentax Asahi e registo um momento de intimidade, de quase nudez... que agora começo a partilhar!












quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Veredas da Poesia



A contra-face do olhar

plena ciência
da inconsútil beleza
têm a moça e o espelho!

o que o homem
desconhece
é que numa noite de luar
(em mar aberto)
onde se contempla
mais o pensamento
que a paisagem
nasceu uma lágrima!
OL

Veredas da Poesia




Pré-tempo 

Um cintilante cesto de fibras entrelaçadas, inacabado, sem fundo. Imanescente no fundo do nada. Era o tempo orgástico: um fim infinito antes do próprio fim. No apelo pacífico o leito de névoa. Por vago instante, no avesso da retina a inequívoca imagem de róseos seios e curvilíneos triângulos, em voláteis garfos se desfez. Nasceu o poeta. Depois…foram somente madrugadas. E luas. Nada mais.
OL

Veredas da Poesia

...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Man Ray

Veredas da Arte...

Man Ray(1890/1976): Fotógrafo, Pintor, Escultor, Cineasta


Prometi a um amigo, apaixonado pela fotografia, que lhe falaria de Man Ray, um vanguardista das belas artes em geral e, da fotografia artística em particular. "Cravei" a descoberta apaixonante de Man Ray nessas veredas andarilhas dos “rodapés”, a pretexto de fuga dessa apatia cultural que força muitos caboverdianos a viverem e morrerem como se o mundo nada mais tivesse produzido para além de carros e betão. 

Preto e Branco, 1926
Man Ray
6 3/4 x 8 7/8" (17.1 x 22.5 cm)
Museu de Arte Moderna, Nova Iorque


Man Ray nasceu na Filadélfia em 1890 e morreu em Paris em 1976. Emmanuel Radnitsky abandonou a escola convencional e as directrizes da família, na adolescência, para se dedicar à pintura e a escultura. Marcou essa ruptura com a adopção de um novo nome: Man Ray.

                                                   Tapeçaia 
                                                   Man Ray

Vanguardista, inquieto, inconformado e de espírito livre Man Ray encontrou no francês Marcel Duchamp, precursor do  “Dadaismo”, um parceiro de trabalho e um grande amigo. Com este fundou o grupo Dadá de Nova Iorque. Não tendo sua obra sido aceita nesta cidade ruma para Paris em 1921. Ali junta-se também ao movimento surrealista. Porém, o “alinhamento” de Man Ray é mais uma busca instintiva de oportunidade de inovação, de ruptura e de criação do que propriamente um frenesi intelectual pelos “ismos” da arte.

Em Paris conviveu e trabalhou com artistas como Pablo Picasso, Salvador Dali, Max Ernst, James Joyce (escritor), Andre Breton (filósofo), Gabrielle Buffet-Picabia (que conheceu em Nova Iorque junto com Duchamp) e tantos outros em quem encontrou o mesmo espírito libertário, identificando-se e potenciando a grande obra que nos haveria de legar.

A prece, 1930
Man Ray
9 7/16 x 7 1/8
Museu J. Paul Getty, Los Angeles

Artista multifacetado, Man Ray dedicou-se a pintura, escultura, fotografia e cinema. Porém, é a fotografia definitivamente a sua grande paixão, o meio que melhor lhe serviu para expressar-se. Escancarou as portas para a aceitação da fotografia como uma forma de expressão artística, explorou métodos e técnicas e inaugurou a fotografia contemporânea. Para além da fotografia como meio de expressão eminentemente artística fez trabalhos comerciais para o sector da moda e fotografou artistas famosos e personalidades com que se privou. Em 1940 regressou aos Estados Unidos para fugir da guerra. Viveu 10 anos em Hollywood onde deu aulas de pintura e fotografia. Voltou a Paris Em 1951 e ali permaneceu até a morte.


Interior, 1932
11 3/4 x 8 13/16
Museu J. Paul Getty, Los Angeles

A obra desse desbravador irreverente é incontornável para a arte moderna e para a nossa cultura visual. Aliás, toda a produção fotográfica moderna está contaminada pelo olhar desse homem.


The Gift, 1921
Man Ray


 

Le Vilon d'Ingres, 1924
Man Ray


The Kiss, 1930
Man Ray

Erotique Voilée, 1933
Man Ray

 
Optical Illusion, 1946
Man Ray

Essa é mais uma vereda da arte, meu amigo...
OL